consultar um sabido, mas alguém que não pode entender a alma, o que eu sinto ao sentir o vento bater nos meus fios finos fazendo que eu me arrepie, sem ter alguém pra gritar o nome do outro lado da rua.
e eu que achava que chuva era apenas as lágrimas de alguém muito só.
mas então eu caio na risada dentro do meu quarto, nem tão só, estou com meu cão, olhando a chuva cair, ao sentir o vento passando, passando pela minha janela, me sinto tão, tão feliz, ao ver você, pequeno correndo nos corredores em minha mente... correndo com sua paz, até a beira do mar...
já vi lá fora, e dentro do meu coração quente, está tão frio... meu telefone ainda não toca, onde foi parar o resto de papel com seu telefone rabiscado? estou tão, tão sem rumo, aqui com meu cão, no quarto, com paredes brancas e frias, sem lençol, eu rolo na cama, esperando, esperando tocar, mas não toca, nunca toca, só penso no pequeno ainda, caminhando, correndo no corredor, até se cansar, voltar correndo até a beira do mar.
está tão frio lá fora... está tão calor aqui...
estou num paralelo, onde não a formas de dizer o que está acontecendo, estou só, caindo, até encontrar meu chão, minha cama e meu cão... coração, não caia, fica aqui, para ficar com quem eu amo, não vejo ninguém, não sinto ninguém, não toque mais em mim, você se queimará com minha pele, não grite mais, não abano mais. estou só com frio, estou fria. como você sempre é com suas palavras tentando me entender.
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